Passaram-se onze meses...
...E eu ainda sinto borboletas no estômago quando te vejo.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
E diga-me, quem estava lá quando eu estava arrancando os meus cabelos e me fez controlar minhas mãos para que eu não me machucasse? Quem estava lá, ouvindo-me quando cada palavra que eu dizia doía em cada parte do corpo? Quem estava lá, quando no meio da noite acordei chorando pois fiquei com medo de algum dia perdê-lo? Quem estava lá, quando alguém estava do outro lado da linha mas não queria falar comigo? E quando eu pensei em largar tudo pro alto, voltar pra casa, chorar até secar e desistir da vida? E quando eu sorri, ao receber uma mensagem no meio da noite dizendo que queria o meu bem? Você. Você estava lá sorrindo para mim de um ponto de ônibus enquanto eu estava a beira das lágrimas e preocupada com a escola. Você estava lá quando eu comecei a chorar e achar que eu nunca seria capaz de alguma coisa grande. E você estava lá quando eu dei alguma mancada, ou quando você deu alguma mancada e nós acabamos ficando bem. É você que sempre esteve lá e é em torno você que eu tenho moldado a minha vida ultimamente. E eu não mereço um obrigado, não mereço pois eu não faço tudo por você por merecer, mas porque o que eu sinto por você vai além do que possam explicar.
sexta-feira, 22 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
E algo está acontecendo. Será que eu estou mudando e não estou percebendo ou estou percebendo e não quero aceitar. Não, eu não quero aceitar a pessoa da qual posso me tornar. Estou me sentindo obsessiva demais. Necessitada demais. Triste demais. Eu penso um "ah" e já dá vontade de chorar. Falo o que não queria e depois me arrependo. Magoo as pessoas. O que eu acho é que não estou sendo boa o suficiente. Que estou sendo chata, que estou tentando manipular. E eu não sou assim. Olho no espelho e não consigo enxergar nada. É como se fosse uma muralha prestes a despencar. Eu tenho medo de mudanças. Por céus, o que está acontecendo? Por que dói tanto?
quarta-feira, 6 de março de 2013
Não me arrisco a dizer que sou poeta. Muito menos escritora. As palavras apenas aparecem em minha mente e fazem força para sair. E eu apenas as libero. Porém, ultimamente elas estão com medo de sair. Estão com medo do que pode vir com a ousadia delas. Estão agitadas pois o mundo pode julgá-las. E quem sou eu para julgá-las? Chega um momento em que a gente só precisa de um canto escuro e uma parede gelada para liberar as lágrimas. Lágrimas. É isso. É assim que as palavras estão saindo de dentro de mim. E elas fazem força para sair, como controlá-las? Voltem para a minha mente, por favor!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
"Me arrisco a dizer que relacionamentos à distância são mais fortes que todos. A saudade aperta, as horas não passam, o telefone parece insuficiente e o coração quase desiste. Mas quando se reencontram é como se nada importasse mais do que aquele momento. É como se todos abraços e beijos do mundo não fossem suficientes. É como se a saudade inundasse no peito e transbordasse em alegria. Ficar juntos é a recompensa por aguentar tanto tempo separados."
Caio Fernando Abreu
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Hey Delilah, estou eu aqui, com um violão em mãos, viajando pelo mundo. Não se preocupe, eu voltarei para que nós possamos ser felizes para sempre. Delilah, eu vou voltar com dinheiro no bolso, pra você não ter que se preocupar com a festa do nosso casamento. Esse violão salvará as nossas vidas. Hey Delilah, aqui em Nova York é tudo tão assustador, mas eu vou lutar por você, porque é por você que eu voltarei para casa. Eu sei que não será fácil para nós dois, que quase não nos veremos, você jura que continuará me amando quando eu voltar? Você jura que, quando estiver triste, vai ouvir minha música no rádio e se lembrar que é a nossa música que eu fiz pra você? E só pra você? Delilah, meu amor é todo seu, e esse violão tocará por e para você. Eu vou voltar pra casa.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Agora é ter que aceitar que essa é a minha nova casa. Aceitar que não será sempre que o celular estará com sinal para poder enviar mensagens e fazer ligações. Aceitar que quando chove, o quarto fica alagado. Que a luz vai embora todo dia e por isso terei que levar lanterna, isso mesmo, lanterna pra universidade. Que a internet não pega. Que aqui faz um calor insurportável e que os prédios das aulas são muito longes uns dos outros. Ter que aceitar, porque fui eu quem escolheu isso. Fui eu quem quis vir pra cá, mas tá difícil de aceitar. Mas não é só por causa das coisas citadas acima, porque isso a gente dá um jeito e se acostuma. O problema começa quando parece que a ficha não caiu ainda, que você ainda não se sente em casa, feliz, satisfeita, orgulhosa. Pode ser porque está no início ainda, e depois tudo se ajeita. Mas bem que podia se ajeitar agora...
sábado, 5 de janeiro de 2013
E eu estou aqui com as mãos suadas e uma expressão que não ainda identifiquei no rosto. Estou a apenas um passo de começar uma vida nova, de ter que encarar novos desafios, novas metas e novas decepções. Estou ciente de que cheguei a um lugar que um dia eu achei que não seria capaz. Conheci alguém que eu aprendi a amar, e que me fez querer ser melhor por ele. Porém, a questão que mais me incomoda é: será que estou pronta para mudanças? Será que eu suportarei mais uma pressão, que dessa vez será maior? Será que deixarei meu medo de lado e aguentarei firme? Eu não sei, mas no momento eu ainda estou com medo. Estou medrosa porque não tenho a mínima ideia do que vai vir. Ensino médio foi mais fácil. Faculdade, é outra história. Aquela pessoa que olhava pra trás e se orgulhava do que conquistou está escondida. E eu estou sentindo falta dela. Porque foi ela que deu forças, foi ela que me fez acreditar e correr atrás dos meus sonhos, e agora não sei mais aonde ela está. Não sei mais aonde eu estou. Não sei se eu estou pronta pra viver isso...
sábado, 29 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
O Natal vem chegando e a dor só vai aumentando. É muito ruim acordar no meio da noite chorando e chamando alguém que nunca mais você irá ver. É ruim ter que aceitar e manter a cabeça erguida para mostrar aos outros como você supera isso. Mas a realidade é outra. Eu não superei. E suponho que nunca irei superar. Mesmo que se passem 30 anos, eu ainda vou acordar de madrugada sentindo o seu abraço e escutando a sua risada escandalosa. É difícil ter que aceitar que Deus, além de ter levado tantas pessoas que eu amava, ainda vai levar outras. E que um dia vai me levar também. O jeito, é abrir aquele sorriso do nada relembrando as coisas tão boas que passamos junto com aquelas que não estão mais com a gente, as brincadeiras, as brigas, os conselhos... E que agora estão em paz. Então, vocês aí em cima não fiquem tristes por eu chorar calada tantas noites de saudades, fiquem felizes, porque mesmo que doa em mim, eu estou feliz por ter compartilhado cada segundo que eu pude perto de vocês.
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