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domingo, 17 de julho de 2011

Tô voltando pra casa (Pregador Luo)

"Não há lugar como o lar, não há lugar como a nossa casa. Casa de justiça. Casa de igualdade. Não há lugar como o lar"

Eu gosto daqui, mas aqui não é meu lugar, eu gosto das praias e de ver ondas quebrar, gosto do sol, da chuva e da garoa, gosto das matas e de comida boa. Roupas elegantes me caem muito bem, quero house confortável igual o bacana tem, uma cama quentinha, me diz quem fica sem? Gosto de crianças e sorriso de neném. Realmente esse mundo tem muito atrativo, é sempre muito bom um jantar com os meus amigos, também tem a gatinha, a namorada ou a esposa. Quanta coisa boa que a gente não enjoa, estabilidade no emprego, cargo de confiança, viagens pelo mundo, ver a torre Eiffel na França. Tudo aqui é muito loco, eu posso até admitir, só que eu tô saindo fora, meu lugar não é aqui.

Eu tô voltando pra casa, eu tô, vou para os braços de Papai, teu filho pródigo voltou, vou para os braços de meu Pai, o seio do meu Criador.

Diamante brilha muito, hipnotiza o "zói", mas não é pra qualquer um, é previlégio de boy. Bem todo mundo come bem ou se protege da chuva quanto mano tá descalço andando pela rua. Sem casa, sem teto, sem ajuda nenhuma, come o que encontra, dorme onde dá, as roupas são as mesmas, usa até acabar, é no chão que vai deitar, se chover vai se molhar. Nada de viagens, de praias ou de sonhos, coração vazio e olhos tristonhos, sem emprego, sem justiça, não goza de confiança, sem saúde, sem futuro pra esposa ou pras crianças. Cadê socialismo? Cadê o comunismo? Que se dane o regime, vou de cristianismo. Isso aqui jaz no maligno, eu não vou me apegar, uma hora eu saio fora, aqui não é meu lugar.

A minha nova casa é Jerusalém, onde todo mundo passabem, passa bem. Mansões celestiais serão a nossa nova morada, a glória é maior na nossa segunda casa. Casa de justiça é pra lá que eu vou, é pra lá que eu vou. Eu tô voltando pra casa, eu tô, pois essa aqui não é a minha casa, nesse lugar eu não me sinto em casa. Por isso, eu tô votando pra minha casa.

sábado, 16 de julho de 2011

Você me olhou,

Daquele jeito que faz meu coração apertar. Pediu-me colo como uma criança pede um brinquedo que sempre quis ter. Beijou minha face como se eu fosse a pessoa mais querida no mundo. Bufou para mim quando eu não quis mais dormir naquela posição com você. Sentou-se ao meu lado e ficou em silêncio, quando eu sofria e precisava ficar sozinha. Pediu carinho, quando eu não queria mais papo com ninguém. Tirou um sorriso do meu rosto, quando o momento que eu mais fico com raiva é quando me acordam. Saiu correndo quando eu levei um susto quando colocou a cara pra dentro do banheiro quando eu estava fazendo xixi. Quase me matou de raiva quando saiu correndo com uma peça de roupa minha pela casa. Arrotou na minha cara quando te neguei um doce. Beijou minha mão quando eu te bati. Bateu na minha porta para encher meu saco. Escondeu-se debaixo do meu edredon quando sentiu medo da chuva. Deitou-se ao meu lado, quando te empurrei da cama porque estava roncando. Sorriu para mim, quando briguei com você. Cara, é estranho dizer isso, sentir isso, compreender isso. É estranho te ter por perto e ter um medo enorme de te perder. É estranho pensar que um dia não estaremos mais juntos, eu não poderei mais te chamar de bebê nem te abraçar. É estranho ter tanta foto sua, e te achar a coisa mais linda que existe no mundo, mesmo estando feio, sujo, cheirando a cachorro. Eu te amo, queria ter você pra sempre. E mais uma vez, dedico um post à você, porque você merece.

domingo, 3 de julho de 2011

Abro os meus olhos já é de manhã, à noite é menor cada dia, os dias às vezes parecem iguais, a guerra é minha rotina. Peço forças pra continuar, peço forças pra poder lutar. Luto pra sobreviver, com os olhos voltados pro céu, espinhos me fazem sofrer, resisto na luta com a graça de quem já venceu. Fecho os meus olhos a noite já cai, começo a tratar minhas feridas, olho pros céus com os joelhos no chão, abro os braços pra graça divina.
Nada vai nos separar do teu grande amor, mesmo caminhando em dor, sou mais que vencedor. Quando nada tem razão, o dia passa sem se ver, parece estar tudo contra mim. Quando me encontro em aflição, correndo sem ter direção, eu penso que chegou meu fim. Quero sentir a Tua mão, segurando a minha mão, ouvir a Tua voz a me chamar. Vem apagar esta solidão, me tirar dessa escuridão, quero ter pra sempre a Tua paz. Nessa tempestade eu posso ver a Tua presença e o Teu poder me sustentando em Teu querer.
(Oficina G3)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Há 9 anos atrás,


Uma garotinha normal, nos seus 8 anos de idade, brincando com seu cachorro de pelúcia. Sua mãe, como todo final de semana, havia locado um filme que acabara de chegar na locadora. A garotinha, vendo o nome do filme, decide que não quer ver e, com sua mãe falando na sua cabeça que era pra ela ver, que não se deve julgar o livro pela capa" e seus blablabla, a garotinha gritou que não queria e não iria ver tal filme. Então, sua mãe já estressada, deixou de lado e foi assistir o filme com sua irmã, no mesmo quarto que ela estava brincando seu pelúcia. Com o decorrer do filme, a garotinha começou a passar os olhos muitas vezes pelo filme. 
Olhava, percebia que sua mãe estava observando-a e voltava a brincar, tendo muita vontade de voltar seus olhos para ver o filme. Chegou uma hora que não suportou: parou de brincar e vidrou no filme. Seus olhos encheram-se de brilho e de alegria, por estar vendo um filme que nunca a tinha maravilhado tanto, que tivesse aberto sua mente e a sua imaginação. Mal sabia ela que aqueles personagens iriam fazer parte da sua vida. Terminado o filme, a garotinha fez indiferença e teimou que tinha odiado o filme, só pra fazer graça. Mas, com o decorrer dos outros lançamentos, ela precisava ver, necessitava de saber a continuação, e como não gostava de ler, esperava pelos filmes.  
Após 3 anos, comprou o primeiro livro, e foi aí que descobriu o poder que um livro tem, e a partir daquele dia, pegou gosto pela leitura. Sua mãe, sempre quando a vê lendo ou vendo filme do qual ela teimava em não assistir, sempre diz: "Quem diria, que há 9 anos atrás aquela garotinha que disse EU NÃO QUERO VER HARRY POTTER, hoje, pegou um amor tão grande pela saga." 
Mãe, eu descobri o significado que uma amizade forte tem, descobri que apesar de estarmos no mundo real, há dentro de nós uma magia inexplicável, descobri que, mesmo se brigarmos com nossos amigos, eles sempre estarão lá quando precisarmos de ajuda, descobri o que somos capazes de fazer para salvar a vida de alguém, e o quanto precisamos aproveitar nossos dias com essas pessoas, pois, apesar da morte, elas sempre permanecerão vivas dentro da gente, descobri que podemos acender a luz numa dia sombrio. Mãe, eu descobri, que mesmo que digam que tudo acabou, que não serão mais publicados livros ou filmes, a magia nunca acabará praqueles que acompanharam Harry Potter até o fim.

domingo, 26 de junho de 2011


"Viver no mundo sem tomar consciência do significado do mundo é como vagar por uma imensa biblioteca sem tocar os livros."
(Os Ensinamentos Secretos de Todos os Tempos)

sábado, 25 de junho de 2011

Há vários motivos para não se amar uma pessoa...

E apenas UM para amá-la. (Carlos Drummond de Andrade)


Queria poder te dizer isso sempre, frente a frente, mas como não posso falo por aqui, mas é de todo coração. Eu te amo. E ah, nós fazemos uma dupla incrível: incrível como apenas duas pessoas conseguem explodir os ouvidos de qualquer um. hihihi ♥

2 anos e 1 mês.

De todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu, salvando minh'alma da vida, sorrindo e fazendo o meu eu. Se queres partir ir embora, me olha da onde estiver que eu vou te mostrar que eu to pronta, me colha madura do pé. Salve, salve essa nega que axé ela tem, te carrego no colo e te dou minha mão, minha vida depende só do teu encanto. Cila Jorgeta pode ir tranquila, teu rebanho tá pronto, teu olho que brilha e não para, tuas mãos de fazer tudo e até a vida que chamo de minha. Neguinha, te encontro na fé. Me mostre um caminho agora, um jeito de estar sem você, o apego não quer ir embora. Diaxo, ele tem que querer. Ó meu pai do céu, limpe tudo aí, vai chegar a rainha precisando dormir. Quando ela chegar, Tu me faça um favor, dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for, o fardo pesado que levas deságua na força que tens. Teu lar é no reino divino, limpinho, cheirando alecrim.

(Dona Cila - Maria Gadu)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mas se não for,

Não posso tornar real. Há muito tempo que anseio por essa realidade, mas parece que agora quero deixá-lo na ficção. Sinto que isso não irá me fazer bem se tudo acontecer. Não sei, mas em todos os meus sonhos você está tão distante, nem lá tenho a coragem de te olhar nos olhos e dizer tudo aquilo que quero dizer. Imagina na vida real. Remexo na cama tentando apagar aquele sonho e refazê-lo, do jeito que eu queria, mas sei que é perda de tempo, que não vai melhorar em nada. Mas melhora, por alguns instantes. Um prazer passageiro, que só é realçado quando fico minutos enrolando para levantar, e é lá que parece real. Parece real. Agora não sei mais se é real ou não, se estou me alimentando demais com falsas esperanças ou tentando tomar alguma coragem. Mas se não for real, não posso torná-lo real, senão eu não estarei alimentando meus sonhos, e sim eles se alimentando de mim. Não quero me tornar escrava, quero ser feliz, com você ou não.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

zaindozalavras

Agora, as palavras sumiram, e com elas as preces que nunca alcançaram o céu perderam-se numa onda de ventos vindos do sudoeste. Agora, acompanho meu dia, recomeço da vírgula, procurando nas nuvens algum vestígio das letras que fugiram da minha boca no momento em que pensei em você. Agora, só resta achar o sorriso de pensar que um dia você sorriu das minhas embaraçadas frases sem nenhum ponto. Agora, prefiro esquecer de tudo, entregar meu  mundo para poder tirar isso que há dentro de mim. Agora, ainda espero que um dia uma nuvem com minhas palavras passe perto de você para que possa perceber que um dia não tirei você da minha cabeça, e que tive vontade em estar ao seu lado quando mais precisou de alguém. Agora, a platonisse prevalece, mas espero que o tempo mude, para que no futuro tenha a oportunidade de uma reciprocidade e vire presente, um presente para mim.

domingo, 5 de junho de 2011





"A chuva é a vontade do céu de tocar o mar
E a gente chora assim também quando perde alguém
Mas quando começa a chorar
Começa a desentristecer
Assim se purifica o ar depois de chover"


Assim como o ar se purifica após a chuva, nossa alma fica mais leve após um choro, porém, assim como a tempestade insiste em aparecer quando menos esperamos, a saudade da perda nos invade de um modo indecifrável. No entanto, a saudade é a prova de que, apesar de acharmos que temos um coração de pedra, ele é capaz de amar.

Falando entre palavras...


"Todo verbo é livre para ser direto ou indireto."

(O Teatro Mágico)


Cada verbo é livre para escolher seu próprio complemento. Há aqueles que preferem a companhia de uma preposição para tirar-lhe da solidão, outros já esperam a boa vontade de um objeto ser direto e não ter enrolação. Se a vida lhe parecer transitiva pode-se escolher a opção de não estar só, mesmo sem pedir a ninguém para completá-lo, a não ser que se prefira viver solteiro e ser grosso com todos os atrevidos que insistem em aparecer ao seu lado. Porém, todo verbo possui a função de envolver cada um de nós com seu gerúndio, sendo particípio de nossa vida e nos mostrando que o infinitivo não existe. Afinal, todo verbo tem seu tempo para nos mostrar o modo que cada pessoa escolhe o seu sujeito para completar a sua frase, vivendo o presente, planejando um futuro-mais-que-perfeito e deixando para trás as mágoas que o radicalismo de sua vida fez-se pretérito.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer." (Graciliano Ramos)

Wither

Deixe sair, sinta o espaço vazio, tão inseguro. Encontre as palavras e deixe sair. Olhando para baixo, nada vem à mente, encontre o lugar, transforme a água em vinho. Mas eu sinto como se não estivesse chegando em lugar algum e eu nunca verei o fim. Então eu murcho e me entrego ao desamparo, eu me entrego e tudo está claro. Eu entro em colapso e deixo a história me guiar. Ligue isso, deixe os sentimentos fluírem, feche seus olhos e veja aqueles que você conhecia. Abra, não relute em contar, traga para fora, ajude a memória escapar. Essa transparência ainda me consome e eu me sinto como se desistisse. Como reflexões na página o mundo é o que você criou. Eu afundo em hesitação, minhas palavras se quebram e todas as minhas melhores criações queimam no chão, a idéia de começar denovo me deixa paralizado. Lágrimas saem denovo, outra que se foi. Eu murcho e me entrego.
(Dream Theater)

Amor Maiusculo

Um homem bastante idoso procurou uma Clínica para um curativo em sua mão ferida, dizendo-se muito apressado porque estava atrasado para um compromisso. Enquanto o tratava, o jovem médico quis saber o motivo da sua pressa, e ele disse que precisava ir a um Asilo de Velhos tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá há bastante tempo... Sua mulher sofria do “Mal de Alzheimer” em estágio bastante avançado... Enquanto terminava o curativo, o médico perguntou-lhe se ela não ficaria assustada pelo fato dele estar atrasado. 
- “Não, disse ele. Ela já não sabe quem eu sou. Há quase cinco anos ela nem me reconhece...” 
Intrigado o médico lhe pergunta:
 - “Mas se ela já nem sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?”O velho sorriu, deu uma palmadinha na mão do médico e disse:- “É verdade... ela não sabe quem eu sou, mas eu sei muito bem QUEM ELA É” 
Enquanto o velhinho saía apressado, o jovem médico sorria emocionado e pensava: 

“Esta é a qualidade de Amor que eu gostaria para a minha vida"

O Amor não se reduz ao físico, ao romântico... O Amor verdadeiro é a aceitação DE TUDO O QUE O OUTRO É... DE TUDO O QUE O OUTRO FOI... DO QUE SERÁ... E JÁ NÃO É....